VIII FORUM MUNDIAL DA BICICLETA 2019 – Quito/ Equador

Há pouco recebi, aqui na Bicicletaria Cultural, a equipe BambooCycle, vindos da Cidade do México, e que por vez, nos conhecemos em Quito, Equador no VIII Fórum Mundial da Bicicleta. Entre tantos encontros, a Bamboocycle estava no patio do Centro Cultural Eugenio Espejo, construindo uma Tall Bike de bambu e divulgando seu trabalho e os workshops onde compartilha o know-how desse processo. 

Esta é uma, dentre as reverberações da viagem que continua espalhando oportunidades e conexoes por tempos e lugares imprevisíveis. A viagem foi possível pelo apoio, através de edital, da União dos Ciclistas do Brasil UCB e do parceiro apoiador, Banco Itau. Ainda sobre essa viagem, tivemos aproximação com a equipe argentina, eleita para organizar o X FMB em Rosario, Argentina (2021) e juntos fortalecemos o ponto cicloativista sulamericano, decidindo juntos a previsão da data – 1ªquinzena de setembro/ 2021.

São incontáveis os desdobramentos e conexões prósperas além do intercâmbio de informações e trocas de experiencias com os agentes transformadores em suas cidades e países, além é claro das palestras e cursos da programação, que colaborei com a pesquisa inédita e transdisciplinar “Para onde o sonho nos leva? – Balanço sobre o III FMB em Curitiba, 2014” no VIII FMB em Quito, de 25 a 28 de abril, 2019 apresentada sabado pela manhã (dia 27/04/2019)  contou com equipamento audiovisual e internet (embora esse quesito atrasou apresentação em 20minutos). 

Apresentei resumo de 8 estrevistas de lideranças como atual deputado Goura, o ex prefeito Gustavo Fruet, Ivo Reck, Yasmim Reck, André Feiges, Luiz Patricio (atualmente no Canadá), Priscila Maris, jornalista Alexandre Nascimento, Andreza Gambelli e professora Muriel (Paranaguá) para público de amigos, colegas, curiosos, equipe do município de Guayacquil, Equador e da equipe argentina que demonstrou interesse e dedicação na candidatura para sediar o evento.

Meu projeto foi selecionado pela UCB e seus apoiadores, devido a inédita abordagem sobre os desdobramentos numa cidade sede após 5 anos como Curitiba, no ano de 2014. Tamanha organização e mobilização popular, mesmo com evidentes particularidades entre cidades e culturas, indica que tal mobilização cicloativista desperta uma revisão urbanista coletiva e uma convocação à cidadania que, por sua vez, escorre para várias esferas com destaque a cultura e a arte. Assim, ativa um imaginário que reorganiza a atenção para a ocupação do espaço comum, questiona hábitos sedentários, segmentados e patrocinados e exige uma certa ousadia compartilhada. Outra esfera ativada é a convocação comercial e iniciativas artesanais entorno da ciclomobilidade em seu vasto campo com muito a ser explorado.

Ao apresentar depoimentos e desdobramentos factuais em outra cidade e cultura, revelaram-se afinidades latinas como aponta o artigo “frustração com economia” da Folha  e um trânsito similar de políticas públicas para mobilidade como a implementação do mesmo sistema de transporte público (o BRT), ciclofaixas delimitadas ao longo das canaletas e estímulo de velocidade sem prioridade para pedestres. Dificilmente teremos ligações causais com essa mobilização cicloativista, no entanto tanto em Curitiba quanto em Quito, reverberações muito extraordinárias se sucederam tais como, respectivamente um grupo de cicloativistas construíram uma praça pública transformando radicalmente o centro da cidade com massiva adesão da população e abertura de comércios e noutra cidade e elegeram uma liderança; uma grande mobilização popular eclodiu numa crise expandida pelo resto do país devido o aumento da tarifa de transporte público no final de 2018 e somando as sucessivas revoltas em países vizinhos como Bolívia e Chile.

Logo, o mais recente intercâmbio que fizemos foi com o grupo BambooCycle da Cidade do Mexico, presentes na ultima edição, e juntos promovemos o curso de construção de quadro de bicicleta com bambus. A oficina reuniu pessoas de 3 estados, preenchendo total de 8 vagas e cada qual saiu com know how e sua bicicleta escolhida pelo prazo de 3 dias, algumas já estão rodando e completas. Sigamos sensíveis a cultura e historia pois o impacto do movimento popular cicloativista não é previsível, porém é de uma comunidade hermana.   

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